14.6.08
Tudo Isso Podcast 10 - A galera pede samba, a galera pede futebol
Roll over Beethoven (Chuck Berry) – Começando com um clássico, já que o cara tá chegando por aí pra tocar no Brasil. Poucos influenciaram tanta gente quanto Chuck Berry.
Sexy + 17 (Stray Cats) – E Stray Cats é uma dessas bandas que bebe na obra do Chuck Berry. Ou não?
Sem ter medo (Robô Gigante) – Do rock clássico pra uma mistura com samba. O Robô Gigante, que eu descobri agora, vem lá do Sul e só lançou um EP até agora. O engraçado é que, pelo que li, só fizeram um show – no Rio de Janeiro, na Baratos da Ribeiro. Esse mundo moderno de hoje é muito engraçado.
Volta por cima (Noite Ilustrada) – Então eu fui de rock clássico pra rock com samba e daí pra samba clássico, vejam só. Acho que já coloquei num podcast anterior o vozeirão de Noite Ilustrada em outra manjadaça, Ai que saudades da Amélia. O cara mandava bem.
Capoeira mata um (Jackson do Pandeiro) – E aí do samba clássico pra um samba misturado – agora com forró.E ninguém fez essa fusão como Jackson do Pandeiro, que tem mil músicas regravadas por mil artistas. Mas essa é uma versão original, dele mesmo, de uma das suas mais conhecidas.
Pagode russo (Luiz Gonzaga) – E aí, já que entrou a mistura com forró, chega-se em Gonzagão, o clássico dos clássicos do estilo. Acabei de baixar os 3 CDs de uma caixa retrospectiva, 50 anos de chão, que vale muito a pena.
Wonderlust King (Gogol Bordello) – Então, como a música anterior falava em Rússia, Moscou etc. e tal, aproveito pra colocar Gogol Bordello pra tocar de novo – desta vez uma do Super Taranta, o disco mais recente. Tô mesmo empolgado com a vinda deles pro Brasil em outubro (e pensando no quanto isso vai me custar).
Haitian fight song (New York Ska-Jazz Ensemble) – E estes são outros que estão vindo pro Brasil – mas pra agora. Dia 29, domingo, estarão tocando no Odisséia - show que quem gosta de ska não pode perder, porque é aquele tipo de banda que não costuma mesmo vir pro Rio. E os caras são realmente bons. De quebra, estarei modestamente tocando na abertura da parada, com o Coquetel Acapulco. Dêem aqui uma olhada nos lugares onde os ingressos antecipados estão à venda.
A night in Tunesia (Rotterdam Ska-Jazz Foundation) – Fechando com outra banda nessa onda do ska-jazz. Essa é da Holanda e conheci recentemente, embora eles tenham começado a tocar em 1999. Bem bom também.
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16.4.08
Tudo Isso Podcast 9 - Eu não fico na lembrança
Salamaleque (Orquestra Imperial) – Uma das faixas do CD que eles lançaram ano passado, que é bem interessante mas não tocou muito por aí, acho, apesar do sucesso que eles fazem tocando pelo Rio. É engraçado que o iniciozinho da música lembra a trilha da Guerra dos Bichos, do Thiroux. Não?
Só o ôme (Noriel Vilela) – Uma coisa que me anima a fazer esse podcast é quando descubro alguma coisa por aí que me é nova – dá vontade de mostrar. Noriel Vilela só é novo pra mim mesmo, e ainda assim mais ou menos. Trata-se do homem por trás de 16 Toneladas, que toca tanto nas festas brazookas da vida na versão do Funk Como Le Gusta (que lamentavelmente troca o Flamengão pelo Timão na letra) – só que eu não sabia. E essa música mesmo que escolhi aqui eu conheci de uma chamada do SporTV, ou do Premiere, não lembro bem.
Saravando Xangô (Noriel Vilela) – E mais uma dele, agora num tema que aparece bastante no disco que arrumei pra baixar: a umbanda, com a percussão dando o clima junto com o vozeirão grave do cara.
Tabu (Ska Cubano) – Ouvindo a anterior, eu na mesma hora me lembro dessa, também com percussão, vozeirão e divindades afro, do Ska Cubano (na verdade, de uma autora cubana, Margarita Lecuona – descobri isso tentando pesquisar a letra por aí, quando o Coquetel começou a tocar a música). Ifá, Oxum, Obatalá, Xangô e Iemanjá é o ataque que eles escalam no refrão.
Minha menina (Slackers) – Como entrei no ska, aproveito pra colocar a versão do Slackers para Minha menina, do Jorge Ben, que eles provavelmente conheceram via Mutantes. Lembro de quando eles tocaram essa no show no Teatro Odisséia, justamente na hora que eu tava colado no palco a caminho do banheiro. Sensa! A gravação é do disco The Boss Harmony Sessions.
Virgínia (Bois de Gerião) – E aí passando pra mais uma versão de música dos Mutantes (tá, a anterior não é deles, mas vocês entenderam a idéia). O Bois é das bandas que me são mais simpáticas das que andam por aí. Essa versão tá no último disco, Interestelar.
Besta é tu (Novos Baianos) – De Mutantes para os Novos Baianos, outra banda que fazia suas doideiras experimentando todo tipo de mistureba. Esse disco deles, o Acabou Chorare, é mais do que clássico – parece uma coletânea, de tão bom.
Raiva contra Oba-Oba (Djangos) – O grande hit underground dos caras, que deu nome ao primeiro e já distante CD. Ouvindo ele agora, acho legalzinho, mas beeeem abaixo do que eles fazem hoje – mesmo esta música, que eu gosto muito, fica bem melhor ao vivo hoje em dia do que esta gravação, que não deixa de ser bem legal. Mas o lance mesmo é esperar sair o tal do CD que eles estão gravando com o Yuka.
Indios de Barcelona (Mano Negra) – E uma banda que tem referências em comum e que eu sei que o Marco e o pessoal do Djangos se amarra. Patchanka for everybody!
25.12.07
Tudo Isso Podcast 8 – Nada como um tempo após um contratempo
Andei realmente relapso com o Tudo Isso Podcast. Um dos motivos é que Tudo Isso, a festa, está dando um tempo enquanto a Dinamáquina trabalha nas gravações.
Mas, no duro, isso não impede que eu monte aquela seleçãozinha de música boa pra colocar aqui. É relapsidão (existe isso?) minha mesmo. Assim sendo, vamos consertar isso agora – e como show da Dinamáquina só em 2008, resolvi fazer este podcast relembrando os shows da banda: todas as músicas aqui já apareceram nos nossos setlists em algum momento. É bom pra vocês terem uma geral do tipo de coisa que nos inspira a fazer Tudo Isso.
- One step beyond (Madness) – Aqui numa versão ao vivo, pra já entrar no clima. Quando ainda tínhamos o honorável Bernardo ocupando o posto de saxofonista da banda, fazíamos uma versão desta música cruzada com Get up, stand up. O andamento era o acelerado mesmo e o refrão da canção de Bob Marley sumia pra dar lugar ao tema do sax. Funcionava!
14.9.07
Tudo Isso Podcast 7 - Fascinante aberração
Quarta-feira, 19/9 – Tudo Isso #004
Shows com Lasciva Lula e Dinamáquina
Cinemathèque – Rua Voluntários da Pátria, 53 – Botafogo
A partir das 21h
Ingressos: R$15,00, ou R$10,00 com o nome na lista amiga
Pra colocar o nome na lista amiga, mada e-mail para bandadinamaquina@gmail.com . Ou então dá um pulo aqui: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=25202212&tid=2554257732861727303&start=1
E agora, a nova edição do podcast, começando com a atração do dia 19:
A letra da canção desgovernada (Lasciva Lula) – É o exemplo do tipo de coisa que sai do mundo crânio de Felipe Schuery, um dos melhores letristas brasileiros da atualidade.
Maximilian Sheldon (Ultraje a Rigor) – De Felipe para Roger, outro grande letrista, em um estilo bem diferente. Essa é uma música desconhecida do Ultraje que eu sempre gostei, a ponto de ficar enchendo o saco durante o show deles inteiro pedindo aos berros, no saudoso Ballroom – anos depois teve gente pra quem eu contei a história e respondeu dizendo: “ah, era você aquele mala!”. Essa é a versão do Acústico MTV, que aliás é muito bom (de vez em quando acontece).
2A (Paralamas do Sucesso) – Do Ultraje para o Paralamas, outra remanescente dos anos 80. Tenho a impressão de que essa música andou tocando em rádio, não? Se não tocou, devia. Acho que é a minha preferida do Hoje, disco deles mais recente, que eu gosto bastante. Aliás, a notícia de que Paralamas e Titãs vão fazer uma turnê por aí tocando juntos, todo mundo no palco, é sensacional.
Underground Town (The Toasters) – Como 2A é um ska, aproveito pra emendar nessa linha. O Toasters é talvez a banda de ska mais famosa dentro do 2Tone, a segunda leva do estilo. E das minhas preferidas! Essa versão é do disco Live in London.
Life won´t wait (Rancid) – E aí um ska do Rancid. É difícil dizer A preferida deles pra mim, mas se fosse obrigado a escolher uma, era capaz até de ser essa. Esse disco, Life won´t wait, é hoje o meu preferido deles. Foi a época que resolveram ir à Jamaica mesmo pra gravar, colocar mais instrumentos nos arranjos, enfim. É foda.
Twins (Reggae B) – Se mantendo na linha Jamaicana. Sendo sincero, não sei de quem é essa música originalmente. A gravação é, se não me engano, de um show antigo do Reggae B no Ballroom (olha ele aparecendo aí de novo no texto). Conhecem o Reggae B, né?
Smokin´with some barbecue (Kermit Ruffins) – Esse é um que eu só conheci graças à viagem do Bernardo a New Orleans. Falou tão bem do cara – que, segundo um textinho que li por aí, “lembra a muitos um jovem Louis Armstrong” - que me deu vontade de ir atrás, e achei alguns vídeos no YouTube. Esse áudio aliás é tirado justamente de um desses vídeos; normalmente vídeo ao vivo lá tem áudio lamentável, mas esse tava bem razoável.
Sendo eu (Companhia Itinerante) – O climinha até tem meio a ver com o balanço do Ruffins, acho. É a minha música preferida do Companhia Itinerante, banda aqui do Rio que deu um tempo pra preparar o CD novo e não tem aparecido muito em shows por aí – na verdade, pelo que sei tão procurando baterista. Se alguém por aí estiver a fim...
Pelas tabelas (Chico Buarque) – Eu nunca tinha colocado Chico em podcast nenhum, né?
22.8.07
TV de madrugada, sempre instrutivo
Foi quando descobri que o Dunga iria deixar Ronaldinho Gaúcho e Kaká no banco hoje. Muitos criticam, mas acho que ele está fazendo bem, pelo trabalho dele. Vamos pensar: alguém gastaria mais de 0,002 segundos pensando nesse Brasil x Argélia de hoje se não houvesse uma notícia assim? Um factóide como esse - os dois melhores do Mundo no banco para Elano e Júlio Baptista! - é a única maneira de chamar a atenção para o que Dunga está fazendo. Como marketing, é ótimo.
Acabado o Jornal da Globo, começa o programa do Jô. É "sorte minha", ou ele realmente começa TODAS as edições do programa lendo erros de vestibulandos?
Depois disso, entrou o Moptop, banda que há uns anos atrás até tocou com a Dinamáquina no modesto mas simpático Saloon. E agora estão estourados, tocando pra milhares de pessoas e ouvindo as pitorescas e previsíveis piadinhas do Jô sobre a roupa dos integrantes - sempre acontece, seja qual for a banda entrevistada. Impressionante.
7.8.07
Tudo Isso Podcast 6 - Pesa uma tonelada
Antes de partirmos para o podcast, prestem atenção: a próxima festa Tudo Isso é esta sexta, 10/8, no Empório. Como de hábito, a Dinamáquina recebendo duas belas bandas e, nos intervalos, som nesse mesmo esqueminha que vocês ouvem por aqui: rock com samba com ska com funk com reggae com sei lá mais o quê. O serviço, pra vocês não darem mole de perder:
Sexta • 10/8 • 23h • Tudo Isso #003
Com DINAMÁQUINA, The Feitos e Fanfarra Paradiso
• Empório - Rua Maria Quitéria, 37 - Ipanema
• Ingressos: R$8,00
E agora, praquela meia-horinha de música selecionada:
Meu maracatu pesa uma tonelada (Nação Zumbi) – É a música arrasa-quarteirão do show da Nação. Ouvir no fone de ouvido é legal, mas a pressão da percussão ao vivo é outra coisa – se ainda não foi a um show deles, dê o seu jeito.
Cadê Tereza (Originais do Samba) – A Nação – assim como boa parte das bandas que vieram de Pernambuco mais ou menos na mesma época e assim como, ahn, todo mundo – tem como grande influência Jorge Ben. Não há toa, tocam paralelamente o Sebosos Postizos, em que fazem versões zumbis de músicas do cara. E esta aí, do disco de 1969 do Originais do Samba, não só é do Jorge Bem como tem uma participaçãozinha dele lá pro final.
Chiclete de hortelã (Mussum) – E pra quem não sabe, o Mussum – ele mesmo – era do Originais do Samba, antes de se tornar um dos Trapalhões. Mas este partido alto é de um disco solo dele, de 1978, chamado “Água benta”, altamente recomendado (acreditem!) e que tem participação até do Chico Anysio.
Trombetas (The Feitos) – Entrando na onda de letras bem humoradas, é hora de aproveitar pra lhes apresentar uma música do novo disco do The Feitos, “Na cabeça da chorona”. Lembrando: esta sexta, dia 10, no Empório.
O melhor mendigo do Mundo (Pingüins de Porta em Porta) – E mais uma de letra, ahn, inusitada. O Pingüins de Porta em Porta é de São Paulo e tá marcado como destaque no Tramavirtual. Mas sinceramente não sei como eles têm se virado por lá, troquei um ou dois e-mails com alguém da banda há um tempo atrás e nunca mais tive notícias. Mas gosto do som deles, despretensioso e com boas sacadas.
Build the World (Aspo) – E aí passando pra outro ska, mas já levado mais a sério. Quem me apresentou foi o Léo (pra quem não sabe, baixista que toca comigo no Coquetel Acapulco), descoberta dele em uma dessas peregrinações internéticas do cara em busca de bandas de ska pelo Mundo. Pelo que descobri por aí, é uma big band francesa e o nome quer dizer About Some Precious Oldies – eles valorizam velharias jamaicanas, pois é.
Is it because I´m black? (Ken Boothe) – E é o Léo que vive dizendo que o Ken Boothe deve ser o artista mais regravado por bandas de ska, clássicas ou mais novas. Jamaicano forte vindo da época do rocksteady, chegou a emplacar música em primeiro lugar na parada inglesa (“Everything I own”, em 1974). Essa música é um cover de Syl Johnson, que eu tirei de um disco chamado “Darker Than Blue – Soul from Jamdown”, só com funks e souls regravados em versões meio reggae por diversos artistas.
Jogos amorosos (Benflos) – E essa é só pra terminar rock mesmo. O Benflos é daqui do Rio mesmo e vive tocando por aí, embora eu ainda não tenha assistido a show deles. Mas as gravações são bem interessantes.
20.7.07
Tudo Isso Podcast 5 - A gente faz o que pod
E vamulá...
Yorugua (Songoro Cosongo) – O Songoro Cosongo começou se apresentando como bloco de carnaval em Santa Teresa – uma união de latinos e brasileiros misturando samba com outros ritmos latinos. Agora, lançaram o primeiro CD, Misturado com cachaça fica muito bom, de onde tirei esta música. Pra quem quer ver ao vivo, parece que tocam no Baixo Santa do Alto Glória, aqui no Rio, todo domingo. Andaram se apresentando no Democráticos também, com casa cheia (e, no último, até com participação do Carlinhos Brown – tá ficando séria a coisa).
April 29, 1992 (Sublime) – Do mesmo disco de onde saíram Santeria, Wrong way e What I got, das músicas mais conhecidas do Sublime. O CD é todo muito bom, mas essa é das minhas preferidas, mesmo.
Set things in motion (Patchanka) – Há um tempinho, dona Luisa mandou esse mp3 e perguntou se alguém tinha mais coisas da banda (que já contou com minha simpatia porque me lembrou do Mano Negra pelo nome). Eu não achei nada ainda, mas a música é muito boa, ska moderninho, do mesmo tipo que o Sublime anterior aí fazia bastante também.
Tekila Boogaloo (Acabou La Tequila) – Eu ia emendar o Patchanka com Mano Negra, mas aí lembrei que já botei eles antes no Tudo Isso (não que isso seja um grande impedimento). E nunca coloquei Acabou La Tequila, que é banda top na minha preferência e é parente espiritual da antiga banda de Manu Chão. Essa é do segundo CD, O som da moda. Pop pra caramba e muito, muito boa.
Pomo de Adão (Canastra) – Pra vocês verem como não tem grande impedimento pra repetir banda aqui… Seguindo o Tequila com a banda atual de seu vocalista, o Renatinho. Mas essa, já do CD novo, quem canta é o baixista Edu Vilamaior.
Strange uncles from abroad (Gogol Bordello) – Mais uma banda repetida, mas essa eu tô incluindo aqui só pra demonstrar um ponto que eu coloquei quando escrevi do CD do Canastra no meu blog: claro que eles têm muito do Squirrel Nut Zippers, mas tem outras coisas no meio que diferenciam – e de vez em quando acabam resvalando pra uma coisa meio parecida com o Gogol. Comparem o final de Pomo de Adão, com violino e tudo, com o clima desta música.
Já é tarde (Bois de Gerião) – Mantendo-se no campo dos independentes, uma do disco anterior do Bois, de Brasília, com quem já tive a sorte de dividir palco duas vezes com o Coquetel. Eles agora tão meio parados – além de mudanças na formação da banda, teve gente entrando pro time dos papais também. Prometem voltar a maiores atividades em breve.
What a wonderful world (Joey Ramone) – Por falar em papais, I see babies cry, I watch them grow, na versão ramônica do grande clássico.
Funk até o caroço (B. Negão) – E passando do grande clássico de um negão para… o B. Negão. Ahn? Ahn?
When love comes to town (B. B. King e U2) – E do B. para o B. B. Ahn? Ahn? Ai ai.
28.6.07
Sorria, meu bem - Tudo Isso Podcast 4
Mas é bom que aproveitamos para reforçar a data da próxima festa Tudo Isso: 10 de agosto, uma sexta-feira, no mesmo Empório de tantas emoções. E fechando a noite teremos o supimpa The Feitos, que tá chamando a atenção por aí com o lançamento do CD novo. Eu sou fã deles desde a primeira vez que ouvi Disco do Roberto e eles são conhecidos por serem bons de show. Estou ansioso!
Mazentão, ouve aí:
Sorria, sorria (Móveis Coloniais de Acaju) – A música é um exemplar do brega brasileiro, de autoria de Evaldo Braga. Esta versão foi gravada pelo Móveis para uma coletânea de covers do estilo, chamada “Eu não sou cachorro mesmo”. Também tem no CD faixas com Ramirez, Fernanda Takai, Érika Martins e outros.
Diamonds and guns (Transplants) – Reconhecem a música dos anúncios de shampoo, condicionador e adjacências da Garnier? Poizé. O Transplants é um dos projetos paralelos do Tim Armstrong, do Rancid, e lá fora os punks de plantão chiaram quando ele vendeu a música pra ser usada em comerciais.
Bang-bang (Paralamas do Sucesso) – Uma música esquecida no repertório da banda, do álbum Big Bang, de 1989 – o mesmo de Perplexo, Pólvora e Lanterna dos Afogados. Tem quantos anos isso? E a letra já falava de violência no Rio e tiroteio nos morros. Não é mole não.
Melissa (Los Hermanos) – Aproveitando o tempo que a banda resolveu dar… Para lembrar dos primórdios, uma música que nunca entrou nem nas fitas-demo deles. Essa é uma gravação só do Camelo tocando. Uma música com nome de mulher e letra romântica, como eles faziam tanto na época em que começaram.
Máscara negra (Los Hermanos) – A versão deles pra marcha de Zé Kéti deveria ter entrado no primeiro CD, mas acabou sobrando e nunca sendo lançada.
Ai que saudades da Amélia (Noite Ilustrada) – O clássico de Mário Lago. Essa versão é realmente muito boa, com violões e sopros dos melhores e o vozeirão de Noite Ilustrada – que fez sucesso gravando de Ataulpho Alves a Noel Rosa e morreu em 2003.
Musa da Ilha Grande (Mundo Livre S/A) – Fred04 é ou não é fã de Jorge Ben?
Zambação (Funk Como Le Gusta) – Meio que um ska instrumental, do CD “Roda de funk” – que tem coisas bem boas, como essa e a manjada 16 toneladas, e outras que eu já não gosto tanto.
Dr. Sabe Tudo / Vem fazer glu-glu (Orquestra Imperial) – Gravadas em um especial para a MPB FM, um dos momentos mais manjados por muito tempo no set da Orquestra – que tá lançando CD agora. Já ouviram? Estou curioso.
20.5.07
Primeiro, um aviso: infelizmente, o espaço em disco para este podcast é limitado. Por isso, a primeira edição precisou sair do ar para que esta terceira entre. Se alguém por acaso tiver interesse em ter ela e não tiver baixado, fala aê que dá-se um jeito.
E o endereço mesmo dele é http://tudoisso.podbean.com, onde vocês podem assinar a parada em rss.
Isto posto, vamos à listinha desta edição:
- Carinha triste (Autoramas) - Provavelmente a banda que mais trabalha entre as independentes do Rio, tão pra lançar CD por agora - mas essa música é um antigo crássico.
- Sloop John B (Beach Boys) - Como os Autoramas sempre beberam muito na surf music, a música seguinte é de uma das bandas que mais influenciou no estilo. E tirada do seu álbum mais famoso, o grande Pet Sounds.
- Pra matar a fome (Lasciva Lula) - Na verdade, o Lasciva Lula foi quem me apresentou a música anterior, que eles costumavam tocar em seus shows. Esta deles é a música de trabalho do CD novo, Sublime Mundo Crânio, e vai ter seu clipe lançado esta semana no Cinemathéque,
- Nunca diga (Graforréia Xilarmônica) - A banda gaúcha sempre foi uma das grandes influências do Lasciva, e essa música é tããão bonitinha!
- Sidi h´Bibi (Mano Negra) - A antiga banda de Manu Chao tem ali uma semelhança ideológica com a Graforréia - e o Acabou
- Train in vain (The Clash) - Se não me engano de novo, o tal CD ao vivo do Mano Negra até tem uma versão de I fought the law, do Clash; as duas bandas têm bastante a ver. Essa versão de Train in vain também é ao vivo, do CD From here to eternity. Não se preocuparam em lançar auto-tune na voz do Strummer, como dá pra perceber.
- Red hot moon (Rancid) - Se você lançar Clash e Rancid juntos no Google, vai ver a quantidade de comparações que se faz entre as duas bandas. Os caras do Rancid são mesmo fãs confessos, bebem muito na fonte e têm a mesma intenção de misturar punk rock e sons jamaicanos. Esta música, do último CD deles (Indestructible), é uma amostra disso aí.
- Crazy (Slackers) - E aí entra-se mesmo no ska, que na Red hot moon é mais subentendido. Esta talvez seja a minha música preferida do Peculiar, último CD do Slackers.
3.5.07
Mazentão, a idéia é fazer isso aqui de duas em duas semanas e, assim sendo, tá na hora do segundo programinha. Quase tudo que tá aqui rolou no intervalo da última festa, no Empório. Vamulá (o endereço mesmo do podcast é o http://tudoisso.podbean.com):
- Chiclete com banana (Gal Costa) - Essa é a melhor versão que eu já ouvi desta música de Gordurinha (que muitos pensam ser de seu parceiro, Jackson do Pandeiro). Gosto bastante da batida do tal samba-rock a que se chegou nesse arranjo, além dos metais e da própria interpretação da Gal, de quem nem sou lá muito fã.
- King of swing (Big Bad Voodoo Daddy) - De uma música que fala de misturas a um ritmo que se presta bem a esse tipo de coisa, o swing. Essa banda quem me apresentou foi o Leekee, e pra mim foi uma bela descoberta. De Nova York, formada em 92, eles por lá já tocaram até em intervalo de SuperBowl. Recomendada pra quem gosta de Squirrel Nut Zippers e adjacências.
- Meu capuccino (Canastra) - Aproveitando, uma amostrazinha de swing made in Brazil, de uma banda que é favorita de todo mundo que conhece.
- Deixa estar (Los Hermanos) - Amigos do povo do Canastra, os Hermanos foram das bandas que eu mais gostei de acompanhar a carreira, desde as fitas demo que eu ouvia no carro quando tava começando a dirigir até esse último CD mala - e, agora, com esse possível fim de carreira. Olhando agora, acho que o Bloco foi mesmo o melhor momento deles, com arranjos em que tudo ia se encaixando bem encaixado. Como nessa música, uma das minhas favoritas e que só os vi tocando ao vivo uma vez. Gosto muito da guitarra dela, do teclado, dos metais.
- Estação da Luz (Alceu Valença) - Já que coloquei um ska subvertido, coloco essa agora só procês imaginarem como não dava pra fazer algo assim desta aí. O lance é que esses ritmos nordestinos todos são muito baseados no contra-tempo, como o ska e o reggae. Já li em algum lugar que Luiz Gonzaga, ao ser apresentado ao reggae, o classificou como um “forrozinho safado”. Tem um parentesco aí.
- Conceição (Zé Cafofinho e Suas Correntes) - Mantendo-se lá por Pernambuco, essa é uma banda que conheci por agora por estar participando do mesmo evento que o Coquetel Acapulco, o No Capricho Rio. A gente toca sexta agora e eles no sábado, e estou considerando a sério ir lá ver qualé a do show. Lembra meio Mundo Livre, um tanto do Nação Zumbi mais novo, mas numa onda mais cavaquinho que guitarra. E bem, o show é de grátis, é só imprimir o convite lá no site da parada e aparecer na Hípica.
- Segredos de Sumé (Jorge Cabeleira) - Já que estou em Recife mesmo… Achei essa semana um link pra baixar inteiro o Jorge Cabeleira E O Dia Em Que Seremos Todos Inúteis, um disco que foi muito dos meus preferidos lá pro ano de… 98? Sei lá. Vi eles tocando num Ballroom quase vazio, cheios de espinha na cara. Era um rock-nordestino de um jeito deles, numa época que era mole querer copiar Chico Science ou Fred04. Essa é a música mais porradinha do CD; quem canta, da banda, não é o vocalista mesmo, agora não lembro o que ele tocava - mas a vocal soa bem verde, ainda mais dividindo com a participação especial do Zé Ramalho. Recomendo!
- Punk rock song (Bad Religion) - Pra emendar uma pancada na outra e terminar por cima.
18.4.07
Tô estreando hoje o Tudo Isso Podcast.
Como já falei por aqui, Tudo Isso é a festa que a Dinamáquina, uma de minhas bandas, tá tocando. E o podcast é no espírito da parada: ska, rock, reggae, samba, funk, clássicos, independentes. Dá meia-horinha de música, por enquanto pelo menos sem locução. Nesta primeira edição, tem Aggrolites, Tim Armstrong, Djangos, Gogol Bordello, Móveis Coloniais de Acaju, Baile Convulsão, Beatles, Latuya e União da Ilha do Governador.
Cês podem ler sobre cada faixa no site do podcast, em http://tudoisso.podbean.com. E aqueles que usam feeds - rss, atom - podem assinar lá.
E podem também ouvir, simplesmente clicando aí embaixo.