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16.10.08

Sobre debates

"Foi um excelente debate por dois motivos. Primeiro, porque as regras permitiam que um respondesse ao outro diretamente. Segundo porque Bob Schieffer, o moderador, souber cortá-los quando necessário e fez perguntas instigantes, desafiadoras. Talvez seja justo dizer que houve um empate. No fim das contas, Obama só tinha uma missão. Não parecer derrotado."

Esse é o comentário do Pedro Doria sobre o debate de ontem entre McCain e Obama - que eu não vi, fiquei perdendo meu tempo com Dunga e companhia. Mas me lembrou do que eu pensei durante o debate entre Gabeira e Eduardo Paes, na Bandeirantes, domingo passado: como é mala o formato desses trecos por aqui.

É tudo engessado, tudo com cronômetro rolando, tudo contado. Corta-se o áudio pra não deixar uma resposta ser completa. A gente vê que há mais assunto em uma discussão, mas ela acaba mesmo assim. Um não olha pro outro. E, no meio, um mediador que sempre parece um robô, repetindo regras a cada 10 minutos. A gente já não gosta de ler manual de instruções de nada - imagina ouvir um sendo lido em voz alta repetidamente. A coisa parece um jardim de infância, em que alguém tem que ficar de olho nas crianças o tempo inteiro pra não fazerem besteira - se deixar solto, sabe lá o que esses moleques vão aprontar, né?

O formato americano não tem nada a ver com isso. Ninguém corta o áudio, não tem réplica, tréplica, pedido de direito de resposta, "você tem 2 minutos". A coisa parece até um debate mesmo, uma discussão de idéias, um pergunta, o outro responde, o jornalista no meio tira dúvidas em cima das respostas.

Na última eleição pra presidente, a Globo apostou em um formato mais próximo a isso no segundo turno, com o Bonner servindo de moderador. Podiam tentar de novo pra esta eleição pra prefeito.

10.6.08

Histórias polêmicas

Memória Globo: http://memoriaglobo.globo.com/

É uma página da empresa, mesmo, com a versão oficial de sua própria história.

Incluindo uma seção Polêmicas históricas, falando de casos como o do Proconsult e a edição do debate entre Lula e Collor em 89, com direito a vídeos da época.


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Ah sim: é interessante esse link ter aparecido na minha frente num momento em que o SBT relembra outro momento marcante da história da Globo - aquele em que a Manchete deu um susto em todo mundo, batendo a concorrente todo dia no horário nobre com Pantanal, uma novela cheia de cenas de beleza natural, inclusive feminina.

Sílvio Santos está colocando no ar a reprise da novela. Entrou no ar ontem e deve dar em uma séria briga na Justiça - como já aconteceu na época em que Casa dos Artistas era contestada como cópia do Big Brother, cujos direitos eram exclusivos da emissora dos Marinho. Acontece que a Globo comprou os direitos sobre o texto de Pantanal diretamente do autor, Benedito Ruy Barbosa.

Porém, o SBT afirma que comprou o programa de uma produtora que o havia adquirido da massa falida da Manchete - leia aqui o comunicado oficial deles. De qualquer forma, a questão com certeza não é tranquila, ou Sílvio Santos não teria colocado a novela no ar "no susto" como fez (de novo, como tinha feito também com a Casa dos Artistas). É curioso ver que no site oficial do SBT o horário das 22h na programação continua sendo ocupado por uma "arma secreta" (ao menos agora, enquanto escrevo - alguma hora Pantanal vai começar a aparecer na grade com seu nome).

Ontem, pelo que li, já teve Cassia Kiss de peito de fora...

Fica aqui a sugestão: depois de Pantanal, por que não Dona Beija?

15.5.08

Ah, os factóides

Era dezembro de 2006 e a MTV anunciava a morte do video-clipe na televisão. Zico Góes, diretor de programação da emissora, dizia com todas as letras que o clipe não tinha mais espaço e que, quem quisesse, que fosse assistir na Internet. Gerou discussão, teve gente falando mal, gente batendo palma. O marco da coisa: o Disk MTV ia sair do ar.

E não é que, de bobeira na frente da TV este fim de semana, me deparei com um Top 10 MTV? Que nada mais é do que o antigo Disk - só que agora ninguém disca mais, porque isso realmente é coisa do passado. Mas é isso aí: era tudo factóide.

Na época, eu já achei que o tal fim do video-clipe era mais uma ação de marketing, um anúncio só pra marcar posição mesmo - até porque o espaço que eles davam pra isso na programação já era bem curto. Imaginava que fosse tudo continuar mais ou menos como estava, mas até que ultimamente tenho notado um espaço maior para eles. Volta e meia passo por lá e está passando MTV Lab, que é simplesmente clipe atrás de clipe. E inclusive a programação tem sido interessante, muita coisa de rock alternativo e até independentes. Um perfil meio não-jabá, eu diria.

Aliás, foi graças a uma dessas minhas passagens pelo MTV Lab que reconheci a música desse vídeo aí embaixo - Mallu Magalhães, a menina que pulou do MySpace pro hype, pro Jô Soares, pra MTV e agora pra comercial de celular. Que coisa!

26.10.07

The name is Joaquina. Maria Joaquina

Por coincidência, no mês em que estou envolvido com trabalhos em cima do último filme do 007, Cassino Royale, li algumas notícias por aí sobre o próximo filme do agente - mais especificamente, sobre a procura de uma atriz para fazer o papel da próxima Bond girl.

Primeiro, foi o Globo.com quem trouxe a notícia de que estariam interessados em atrizes brasileiras; Fernanda Lima e Juliana Paes teriam sido contactadas. Mas agora, por uma notícia da Folha, percebo que a busca não é especificamente por uma beldade tupiniquim. Imagino que eles estejam precisando de uma musa latina, porque ao que parece também estão procurando no México.

O mais curioso é que uma das cogitadas por lá é Ludwika Paleta - que vem a ser a Maria Joaquina da novela Carrossel. Que parada!

22.8.07

TV de madrugada, sempre instrutivo

Ontem, depois de minha pelada, banho tomado, boa noite dado à namorada, crianças dormindo, parei pra desenhar a tirinha do dia. Daí sentei no computador, pra escanear etc. e tal, e liguei a TV, pegando o finzinho do Jornal da Globo.

Foi quando descobri que o Dunga iria deixar Ronaldinho Gaúcho e Kaká no banco hoje. Muitos criticam, mas acho que ele está fazendo bem, pelo trabalho dele. Vamos pensar: alguém gastaria mais de 0,002 segundos pensando nesse Brasil x Argélia de hoje se não houvesse uma notícia assim? Um factóide como esse - os dois melhores do Mundo no banco para Elano e Júlio Baptista! - é a única maneira de chamar a atenção para o que Dunga está fazendo. Como marketing, é ótimo.

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Acabado o Jornal da Globo, começa o programa do Jô. É "sorte minha", ou ele realmente começa TODAS as edições do programa lendo erros de vestibulandos?

Depois disso, entrou o Moptop, banda que há uns anos atrás até tocou com a Dinamáquina no modesto mas simpático Saloon. E agora estão estourados, tocando pra milhares de pessoas e ouvindo as pitorescas e previsíveis piadinhas do Jô sobre a roupa dos integrantes - sempre acontece, seja qual for a banda entrevistada. Impressionante.

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E por falar em Dinamáquina, estamos confirmando os detalhes da próxima Tudo Isso, que vai ser especial. Casa nova e uma bela banda tocando junto conosco. Espero ver muita gente lá.

29.6.07

Mulheres... Iate... Mulheres... Mansões...

O nível das letras de boa parte das músicas que fazem sucesso pop no Brasil é mesmo de chorar. Mas vocês têm assistido ao TVZ, do Multishow?

Nele, os clipes não só continuam vivos como ganham legendas com a tradução das músicas em inglês. Boa parte da programação é dedicada aos hip hops que fazem sucesso nas náites por aí (e também nas aulas de spinning das academias, pelo que ouço falar). É bom pra comparar o nível doméstico com o que vem de fora.

Eles usam e abusam do mesmo apelo sexual que tanto vemos por aqui (embora a média talvez seja menos explícita do que boa parte dos funks cariocas - mas nem tanto). Mas o lance mesmo é o tanto que falam de bens materiais - carros, jóias, essas coisas. Na base da ostentação mesmo, chega a ser engraçado.

Temos o sucesso em que o fulano convida a gostosa pra dar uma volta em seu Lamborghini Galato (não sei se pagaram o merchandising, tipo a Sagatiba com o Seu Jorge), pra depois dar uma chegada na casa dele e levar uns tapas gostosos. Outro dia vi também um carinha novinho que dizia: "você é coroa, mas até que é gostosa - vem lá em casa, vou tirar a roupa, menos as jóias - e eu sei que você gosta mesmo de como eu fico no meu Cadillac". Em outra, uma mulher olhava com expressão séria para a câmera enquanto afirmava que "essa vadia quer tomar o meu lugar ao seu lado - eu não vou deixar - ela quer minha mansão, os carros, as jóias - mas eu não vou deixar".

Apenas mensagens edificantes.


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E ontem eu vi um pedacinho de episódio de um desses reality shows da MTV, em que um garoto teria que se apresentar cantando um rap em sua escola. Como ele era tímido e sem jeito, colocavam um rapper famoso - que eu não tenho idéia de quem seja - pra treinar o moleque. De primeira, ele levava o aluno a um supermercado e dizia pra ele ir rimando com cada coisa que fosse colocada no carrinho, antes que pegassem a próxima compra.

Imagino que no final, para o garoto virar um rapper de verdade, ele transferisse o exercício para a versão local da Vila Mimosa.

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30.3.07

Não precisa ter vergonha

Depois de ter falado há um tempinho sobre como as mulheres se dedicam ao BBB como os homens ao futebol, e deixado claro que prefiro continuar torcendo pelo vermelho e preto carioca do que pro branco alemão, leio agora - graças a um link no sobremusica - um belo texto do Eduardo Valente, homem e diretor de curta-metragens selecionados para o Festival de Cannes, respondendo à pergunta: por que eu assisto o Big Brother Brasil?

A resposta, envolvendo o trabalho de edição e roteirização e a complexidade dos personagens - que nesta edição, mesmo saindo de um mesmo perfil se revelaram pessoas completamente diferentes entre si - rende um texto muito bom, bem fundamentado e com argumentação bastante convincente.

Por outro lado, é engraçado o esforço necessário pra conseguir se justificar como fã de BBB, né não?

20.3.07

Traidor do movimento



Depois de sua participação no Caldeirão do Huck no sábado, cantando com Zé da Serrania (um moleque do interior que já havia sido motivo de chacota em um quadro anterior do programa) um funk com letra do cara do Kibe Louco, não há mais dúvidas: Catra é uma espécie de João Gordo do funk.

7.3.07

Haaaaja coração, amigo

Sabe uma parada que eu me dei conta hoje? As mulheres de modo geral - tá, também tem homem assistindo, mas é um fenômeno muito mais feminino, sem dúvida - têm com o Big Brother uma relação bem parecida com a que os homens têm com futebol. Podem reparar!

É aquela torcida insana, a simpatia por um e o ódio por outro sem muita racionalidade. A vontade de entrar na Internet pra ver o que aconteceu, quando perdeu o capítulo do dia. "Posso falar com você daqui a pouco? Agora tá tendo o paredão". As loooongas conversas sobre o assunto, cada um com sua teoria e sua análise do jogo, sem que na verdade se saia do lugar.

Mas ainda acho que ver vinte e dois marmanjos correndo atrás da bola é mais interessante do que ver os bombadinhos dormindo e peidando. E é obviamente mais nobre torcer ao longo de uma vida pra uma força cósmica como o Flamengo do que pra qualquer uma daquelas figuras.

1.3.07

O horror, o horror

Depois da última que coloquei sobre cosméticos, vejam só o que me chega agora:

Rosinha Matheus se une a Marlene Mattos na TV Bandeirantes

da Folha Online


Com apresentação de Rosinha Matheus, a TV Bandeirantes vai lançar oficialmente, na próxima quinta-feira (01/3), o programa "Simplesmente Rosinha", sob a direção de Marlene Mattos.Segundo a emissora, o programa vai mesclar informação e entretenimento, trazendo um bate-papo entre famosos e a mulher de Anthony Garotinho e ex-governadora do Rio de Janeiro pelo PMDB --que também vai falar de saúde, beleza e comportamento. "Simplesmente Rosinha", exibido aos sábados, entre 11h e 12h, tem estréia prevista para março. A emissora não divulgou quando o primeiro programa vai ao ar.

Me parece que os Garotinho arrumaram um empresário forte pra vender a marca de nossa ex-governadora...

5.2.07

Catra, o fã de Biquíni Cavadão

Como tá todo mundo de chapéu de Papai Noel no vídeo, isso deve ter ido ao ar no fim do ano passado. Mas taí, pra mostrar que o Catra tá em todo lugar mesmo, Proibidão na Globo.

Sendo que aí foi proibidão mesmo. Em 4x4, quando o pau vai ficando duro ele deixa pra galera cantar - e deram um jeito de embolar o áudio pra não dar pra entender nada. Profissional do sexo vira "ela é ahn, profissional" e nem "tesão até o fim" ele canta. Em outra música, o "mama me olhando" vira "desce me olhando". E, lógico, nada de merchandising gratuito - então, "whisky e red bull" vira "whisky e energético".

Mas então, o Catra até agradece o Biquini Cavadão, de quem é fã, por liberar a versão de Tédio. Legalize!

31.1.07

Alalaô

O onipresente Catra - que hoje em dia aparece em shows de rock independente, festas de reveillón, rodeios, batizados, casamentos, orgias - em um lançamento imperdível: versões funk de grandes sucessos do carnaval. O bagulho é doido, mano!

Descobri isso no intervalo do Jornal da Globo. Tenho reparado como está mais fácil anunciar na Globo ultimamente. Um grande marco foi o inacreditável anúncio do guaraná Tobi; mais cedo, tinha visto um anúncio até de uma igreja.

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A boa hoje: lançamento do CD do Lasciva Lula no Teatro Odisséia. Estarei lá!

25.1.07