1.12.08

Apresentando Don Robalo



O que vocês assistem aí em cima é um registro do primeiro ensaio gravado do Don Robalo, a nova banda em que estou tocando. Ainda falta um tanto para podermos apresentar nos palcos o que andamos preparando. Mas já dá pra mostrar alguma coisa.


Então, daqui pra frente, sugiro que vocês acompanhem o http://donrobalo.blogspot.com. Imagino que eu vá dar as caras por lá bem mais do que aqui. E podem ir seguindo também YouTube, Orkut, Fotolog e Twitter pra ver no que isso vai dar.

27.10.08

Pra cobrar depois

Depois eu escrevo sobre o que eu acho que representa esta quase-eleição do Gabeira, do jeito que foi. Já a vitória do Eduardo Paes, também do jeito que foi, tem tudo pra significar mais do mesmo - mais quatro anos sem esperança de que algo mude pra valer, seja na vida da cidade, seja no jeito de fazer as coisas.

Mas vamos torcer pra que eu esteja muito errado e o cara faça um grande governo. O Globo publicou em seu site uma lista das suas principais promessas ao longo da campanha. É guardar e cobrar. Seleciono aqui algumas, que gostaria muito de ver realmente saindo do discurso pra entrar na realidade:


- Implantar o bilhete único nos transportes públicos - ou seja, o sujeito paga uma passagem só e pode trocar de condução pra condução, dentro de um determinado período de tempo.

- Licitar as cerca de 400 linhas de ônibus do Município e reorganizar o sistema.

- Ajudar o estado a implantar a linha 4 do metrô, da Barra a Botafogo (orçada em R$ 1,2 bilhão). Ajudar o estado a implantar o novo trajeto da linha 2 do metrô, para evitar baldeação no Estácio.

- Implantar a nota fiscal eletrônica, que permite acompanhar on line a emissão de comprovantes que geram arrecadação de ISS. O sistema é um meio de aumentar a arrecadação sem subir impostos.

- Aumentar a rede de creches, triplicando o número de vagas. Oferecer 160 mil vagas nas pré-escolas, colocando todas as crianças de 4 e 5 anos.

- Usar clubes e áreas afins para atividades extracurriculares de alunos da rede municipal.

- Instituir aulas de reforço em todas as escolas municipais, contratar mais professores e investir em qualificação e remuneração.

- Ampliar o Programa Saúde da Família, que no Rio, hoje, tem cobertura de apenas 7%. Criar 60 consultórios de Saúde da Família, funcionando em três turnos.

- Colocar os postos de saúde abrindo às 6h e fechando às 20h, com plantão permanente de clínicos, pediatras e ginecologistas.

- Criar corredores iluminados nas áreas que concentram bares e restaurantes, como a Lapa. A Guarda Municipal combaterá os flanelinhas.

- Criar um sistema de acompanhamento orçamentário municipal pela sociedade. Discutir o orçamento cidadão, uma versão do orçamento participativo.

Se, ao fim do mandato, ele tiver realmente realizado metade disso aí, já estarei surpreso e satisfeito. Tentarei cobrar, do jeito que der.

De verdade, achei a campanha de todos muito fraca de idéias. Gostaria de ver algum candidato propondo uma descentralização maior da administração da cidade, que é grande demais pra ser gerida do jeito que é. Quem mora na Zona Sul e vai aos subúrbios do Rio tem a impressão de que viajou para outra cidade, tal a diferença nas calçadas, nas ruas, na sinalização, na falta de lixeiras, de iluminação, de tudo - e isso que nós, "da elite" da Zona Sul, já achamos que tá ruim por aqui. E, no fim, a gente tem que votar cada um com a impressão que tem do que acontece à nossa volta, com a enorme maioria não tendo idéia do que acontece em pontos mais distantes.

O ideal seria ter gestores de orçamentos para as diferentes zonas da cidade, e deixar a população apitar e cobrar o uso local de seu dinheiro através do orçamento participativo. Mas os aspirantes ao cargo preferiram se concentrar em um sem número de promessas pontuais, sem falar muito em mudanças mais estruturais na forma de administrar a cidade. Sem falar no chatíssimo debate direita x esquerda, que não faz o menor sentido entre as figuras que aí estão. Basta ver que nosso prefeito eleito teve o apoio, ao mesmo tempo, de "comunistas", de gente do partido do Maluf e da filha do Roberto Jefferson.

Gogol Bordello no Tim Festival

Andaram complicados os últimos dias. De algumas coisas ainda escrevo aqui - outras, deixa quieto. Mas vou começar falando do que foi bom: Gogol Bordello, sábado, no Tim Festival.


O show foi exatamente a concretização do que eu esperava: uma anarquia no palco, com gente correndo de um lado pro outro, duas dançarinas/backing vocals com roupa de axé music, um acordeon - tudo acontecendo, em movimento, sem interrupção. E muita gente pulando em frente ao palco, com o chão vibrando embaixo dos nossos pés o tempo inteiro. Esse negócio de internet é coisa de louco mesmo. Como é que tanta gente assim conhece os caras, que não tocam em rádio, não aparecem em TV, nem são lá muito hype de blogueiros e críticos em geral? Olhaí, até já pensei num link disso aí com um texto próximo sobre as últimas eleições.

O Gogol é a celebração da mistura - algo que ficou lugar-comum em discursos de tudo que é banda por aí (até banda emo hoje em dia diz que tem influências de tango a MPB), mas que poucos colocam em prática com a profundidade, e de maneira tão orgânica, quanto eles. São herdeiros legítimos de uma linhagem que remonta ao Clash e passa pelo Mano Negra - a antiga banda de Manu Chao, que juntava imigrantes na França para misturar americalatinidades (e mais) ao punk na Europa. Agora, Eugene Hutz leva os ciganos e os bálcãs à Nova York, mas no fim a idéia é a mesma. Não à toa, tocaram lá pro fim do show Mala vida, do Mano Negra, pra deixar explícito o parentesco.

Uma pena o som ter ficado emboladaço como ficou - ingresso caro pra cacete, podiam gastar um tantinho mais da verba nisso aí.

Aproveitei pra testar por lá a camerazinha do meu celular. Ainda não vi como fica na tela do computador - quando der, coloco por aqui. Mas dêem uma olhada neste vídeo que peguei no site de O Globo - reparem no barulho que vem dos pulos da galera sobre o piso colocado na Marina da Glória.


24.10.08

Domingo

Ainda no primeiro turno, O Globo fez uma série de entrevistas com os candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro. A Eduardo Paes, perguntaram qual o seu time. Ele riu, sem graça. Disse que é Vasco, mas adora a torcida do Flamengo, admira o Fluminense, ama o Botafogo.

Fez média. Vale a comparação com César Maia - que, por coincidência, foi seu mentor político. César diz que ele é Botafogo, mas o prefeito é Flamengo.


É típico. Esta questão futebolística pode parecer uma bobeira, mas é um sintoma de um tipo de político que faz a festa por aqui desde que Cabral chegou. É o cara que faz média pra ficar bem com todo mundo, faz acordos, faz de tudo que for preciso para se manter perto do poder. A única idéia por que luta é a de estar no governo. Não é à toa que está hoje no PMDB, partido que foi governo com FHC, é governo com Lula, foi governo com Garotinho (lembrem disso!), é governo com Sérgio Cabral.

Gabeira, ao contrário, é um cara que nunca teve medo do confronto. Você pode não gostar de suas posições, mas não pode negar que ele as têm, e briga por elas mesmo quando são perigosas ou até impopulares. Toma a linha de frente pra legalizar a maconha ou a prostituição. Participa de resistência à ditadura, coloca o dedo no rosto de um Severino. Sai de um partido justo quando ele chega ao governo, por não concordar com atitudes e posições.

Quando se colocou a idéia de sua candidatura, Gabeira disse que aceitava com algumas condições: a de fazer uma campanha que não sujasse a cidade; a de prestar contas de todos os gastos da campanha (o que faz, online); e de não ter que negociar cargos por motivos políticos para montar alianças - os escolhidos para cada secretaria seriam técnicos, gente competente, os melhores para os cargos. Pode ser só um discurso bonito, e difícil de imaginar sendo posto em prática, num meio tão cheio de politicagem. Mas o seu passado indica que, se alguém seria capaz de encarar isso, de ser independente, de remar contra a maré, poderia ser ele. Pode ser uma decepção depois, mas dá pra encontrar motivos para fazer essa aposta.

Pra ser sincero: a sua campanha, em termos de propostas, me decepcionou um tanto. Não surgiu nada particularmente mais interessante do que os outros falam. Em termos de planos divulgados, os candidatos foram todos muito parecidos - inclusive Paes e Gabeira. Aí, a escolha fica entre quem parece mais confiável pra tentar mudar alguma coisa. Para agir de uma maneira nova.

Paes é mais jovem. Pode, por isso, ter uma imagem mais moderna, de novidade. Mas é, na verdade, um representante do antigo - aquele em quem não dá pra acreditar, porque o que diz hoje não quer dizer nada amanhã. É quem muda de partido pra partido pra partido, em busca da melhor posição, do melhor cargo. É quem procura os holofotes quando "a boa" é chamar Lula de chefe de quadrilha, e depois corre para o outro lado, quando "a boa" é posar ao lado do presidente popular. É quem tenta colar o adversário ao César Maia, depois de ter aparecido na política justamente sendo criado pelo cara, no governo dele, como seu sub-prefeito. É quem coloca em uma eleição a Cidade da Música como uma de suas realizações em panfleto de campanha, e na seguinte aponta a mesma obra como grande erro e joga a culpa pro lado dos outros.

Não caiam nessa.

16.10.08

Sobre debates

"Foi um excelente debate por dois motivos. Primeiro, porque as regras permitiam que um respondesse ao outro diretamente. Segundo porque Bob Schieffer, o moderador, souber cortá-los quando necessário e fez perguntas instigantes, desafiadoras. Talvez seja justo dizer que houve um empate. No fim das contas, Obama só tinha uma missão. Não parecer derrotado."

Esse é o comentário do Pedro Doria sobre o debate de ontem entre McCain e Obama - que eu não vi, fiquei perdendo meu tempo com Dunga e companhia. Mas me lembrou do que eu pensei durante o debate entre Gabeira e Eduardo Paes, na Bandeirantes, domingo passado: como é mala o formato desses trecos por aqui.

É tudo engessado, tudo com cronômetro rolando, tudo contado. Corta-se o áudio pra não deixar uma resposta ser completa. A gente vê que há mais assunto em uma discussão, mas ela acaba mesmo assim. Um não olha pro outro. E, no meio, um mediador que sempre parece um robô, repetindo regras a cada 10 minutos. A gente já não gosta de ler manual de instruções de nada - imagina ouvir um sendo lido em voz alta repetidamente. A coisa parece um jardim de infância, em que alguém tem que ficar de olho nas crianças o tempo inteiro pra não fazerem besteira - se deixar solto, sabe lá o que esses moleques vão aprontar, né?

O formato americano não tem nada a ver com isso. Ninguém corta o áudio, não tem réplica, tréplica, pedido de direito de resposta, "você tem 2 minutos". A coisa parece até um debate mesmo, uma discussão de idéias, um pergunta, o outro responde, o jornalista no meio tira dúvidas em cima das respostas.

Na última eleição pra presidente, a Globo apostou em um formato mais próximo a isso no segundo turno, com o Bonner servindo de moderador. Podiam tentar de novo pra esta eleição pra prefeito.

8.10.08

MoLA 2008


Tava olhando agora a escalação do MoLA deste ano, no Circo Voador.

Fora ter o Coquetel Acapulco, sempre estimado, a escalação está bem interessante. Do Amor, Turbo Trio, Curumim, SkaJazzFavelaBeats, Songoro Cosongo, Fanfarra Paradiso.

Muito mais coisa me interessando, por exemplo, do que no Humaitá Pra Peixe. E no Circo Voador, grande lugar pra se ver um show no Rio de Janeiro. Taí um belo festival. 

Mas, ao que me parece, a imprensa não está dando muita atenção. Pena.

29.9.08

César Maia: "si, se puede!"

A eleição já é no próximo domingo. Percebo pouca gente falando disso à minha volta, estando tão perto. A campanha, realmente, "não pegou". Coisas de Brasil.

Mas tem uma coisa que tem me divertido bastante neste processo: o ex-blog do César Maia, newsletter diária que nosso prefeito envia para aqueles que resolveram assinar o serviço, como eu. Ele se dedica bastante a comentar o horário eleitoral e os números das pesquisas. É comovente o esforço para fazer parecer que sua candidata ainda tem alguma chance.

A cada rodada de pesquisas, ele fala sobre suas teorias sobre distorções nas amostras, desvios causados pelo pedido de declaração espontânea de voto antes de dar a lista dos candidatos, ou sobre como seus eleitores sempre resolvem votar nele de última hora. Teorias várias para manter o otimismo: Solange tem sim chances! Apesar de, a cada pesquisa, se manter com 5% dos votos, atrás de Eduardo Paes, Marcelo Crivella, Jandira Feghalli, Fernando Gabeira.

O comentário sobre a última rodada do Ibope, na newsletter que li hoje, é ótimo:

1. Este Ex-Blog pelo respeito à tradição e importância do IBOPE, este prestigiado instituto de opinião, cujo alcance e responsabilidade se traduzem pelo multiplicador dado através de importantes meios de comunicação, vem solicitar que faça uma urgente auditoria em relação aos números publicados relativos ao candidato Crivella no Rio.

2. Há um mês que Crivella não tem nem 20% das intenções de voto, que dirá os 24% que esse instituto divulgou no sábado. Um erro deste tamanho exige que o próprio Ibope faça uma auditoria interna em seus sistemas e processos. Este Ex-Blog não aceita os argumentos maquiavélicos de alguns, que insistem em dizer que o Ibope estaria a serviço de uma falsa polarização entre Crivella e o candidato do PMDB. Alegam que pelo fato do Ibope estar trabalhando em tracking (pesquisa todo dia), para o PMDB, comprovaria isso.

3. Este Ex-Blog tem absoluta certeza que isso faz parte do imaginário eleitoral. Mas o que explica tamanha discrepância? Este Ex-Blog vem sugerir um rastreamento em seus sistemas, pois o mais provável é que um hacker esteja entrando em seus sistemas e trocando os códigos de Crivella, com outro candidato que tenha mais votos onde Crivella tem menos. Uma ação dessas, de um hacker experimentado, seria muito difícil de ser detectada.

4. O que este Ex-Blog sugere é que o Ibope zere todos os códigos da pesquisa no Rio. Ou melhor: limpe todo o sistema e o re-digitalize completamente. Esse tipo de intervenção em sistema já ocorreu em eleições no Rio, no caso Proconsult, quando se retirava de Brizola e se colocava em brancos e nulos. O Ibope pode estar sendo vítima de um crime cibernético como esse. Se o Ibope informar que está zerando tudo e refazendo seu programa, dará uma enorme tranqüilidade a todos e em seguida poderá apresentar Crivella com menos de 18%. Isso só servirá para melhorar ainda mais a imagem de um instituto de pesquisa que todos os brasileiros admiram.

19.9.08

Quanto vale o show (e tem eleição daqui a duas semanas)

Acabei de ver no TrabalhoSujo este vídeo:



Fazendo contas.

Temos um total de 513 deputados federais. Cada um custa, como mostra o vídeo, R$10,2 milhões por ano. Dá um total de 5 bilhões, 232 milhões e 600 mil reais por ano, gastos com as excelências.

Se o custo por cabeça baixasse para níveis franceses, que nem são lá muito baixos - lembrem-se: o custo de vida por lá é bem mais alto, e os deputados deles ganham bem menos -, a economia seria de quase R$3,8 bilhões por ano. Como comparação: a economia seria de mais de 10% do total do orçamento de educação do governo federal este ano. Ou de mais de 30% do que é gasto com programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Ou o correspondente à construção de 11,5 Engenhões.

Por ano!

Comprei ontem...

...meu ingresso pro Gogol Bordello, no encerramento do Tim Festival, em outubro.

Vou dizer que, depois do advento da venda de ingressos para a Madonna (que não me interessava, mas vi o pessoal em volta no trabalho passando o perrengue) e da minha ida ontem ao posto da Ticketmaster na Saraiva do Rio Sul... Até que passei a entender mais os dirigentes do Flamengo, que eu já xinguei infinitas vezes em meio a confusões para comprar ingressos pro Maracanã. Realmente, deve ser mais difícil do que eu imaginava fazer esse treco. A fila ontem era muito pequena, uns três ou quatro na minha frente, mas mesmo assim perdi ali uma meia hora na fila, talvez. Surreal.

Mas enfim, o ingresso tá na mão. Maneiro.

17.9.08

Tudo pra dar certo

Primeiro, dêem uma olhada na identidade visual da Azul, nova empresa aérea que começa a operar no Brasil em 2009.



Agora, visitem o site pra ver como chegaram a essa linda e funcional marca. Caso não tenham tempo de ler, podem ficar nestes trechos selecionados:

"O trabalho foi desenvolvido ao cabo de três meses e contou com a participação direta do Chairman David Neeleman e de Trey Urbahn, vice-presidente de marketing da empresa. A criação é de Gianfranco Beting, diretor de marketing da Azul."

"A logomarca escolhida homenageia nosso país e nosso povo, sem, contudo, ter uma conotação ufanista. É o Brasil do amanhã, um Brasil moderno, que ajudaremos a construir e unir através de nosso trabalho"

"A logotipia emprega uma clássica família tipográfica, a Helvética. Sempre atual, ela transmite segurança, solidez e seriedade, fundamentais numa empresa aérea como a nossa, focalizada primordialmente na segurança e na qualidade operacional"."

"Mais de 80 layouts diferentes foram examinados. O processo foi facilitado por um fator: David (o presidente da empresa) tinha certeza absoluta do que queria. Portanto, havia sempre um parâmetro claro para julgar as diferentes opções apresentadas"

Lembro que, a cada vez que via a marca da antiga BRA, que fechou as portas um tempo atrás, pensava: isso não pode ser uma empresa séria.

Não sei por que, não fico muito otimista quanto à nova companhia.

O primeiro CD do Fanfarra Paradiso

"Lançamento de CD" hoje em dia é mais importante como um marco do que propriamente como a colocação de um novo produto no mercado - ninguém mais ouve CD. A música tá no mp3 player, no computador, no IPod; colocar um disco pra ouvir tá cada vez mais raro pra todo mundo.

Mas bom, o Fanfarra Paradiso tá lançando o primeiro disco deles. O que quer dizer que mesmo aqueles que não resolverem comprá-lo por módicos 5 reais em breve poderão achar fácil por aí os mp3. O show de lançamento é de grátis, domingo agora, em frente à loja La Cucaracha, em Ipanema.

E o som é legal - um instrumental que combina rock, jazz, sei lá mais o quê. Ouvindo assim, na internet, sem ver a cara deles, dá pra imaginá-los tocando num, sei lá, Mistura Fina. Mas eles dividem palcos de buracos independentes com bandas de rock sujas por aí, atraindo um público bem mais novo do que o tipo de som que eles fazem sugeriria. Dá uma ouvida no MySpace.

16.9.08

Little Joy, a banda nova do Amarante

Logo depois do disco novo do Camelo aparecer por aí (ouvi meio por alto, algumas coisas soaram bonitinhas, outras pareceram só chatas), eis que surge a banda nova do Amarante. Se chama Little Joy e canta em inglês. Dêem uma escutada no MySpace.

No one´s better sake, pelo jeito de cantar, o timbre do teclado e sei lá mais o quê, até me lembrou Slackers (embora não seja ska). Brand new start já me soou meio como Beach Boys. With strangers, mais lenta, tem a ver com alguma balada dos Beatles, talvez - mas é a pior das três.

Foi só uma amostra, mas achei legal - eu, que sempre gostei mais das músicas do Camelo no Los Hermanos (tirando o último CD), me animei agora mais com o Amarante. E, como notou o Alexandre Matias, os dois agora deixam bem claro quem puxava o som pra que lado na banda.

29.8.08

Grôbo diferente

Vejam vocês como tudo muda nessa vida: lançaram agora o biscoito Globo em sacos plásticos. O desenho central é igualzinho ao dos trandicionais, mas com uma óbvia diferença nas cores.

O antigo de papel ainda é o que se vê na praia, mas quem vai lá na fábrica comprar já tem a opção de levar na nova embalagem, que faz o biscoito durar mais. E me contaram que já tem vendendo assim em cantina de escola, por exemplo - que deve ser o tipo de coisa que eles pretendem com a novidade. Uma pretensão que eu não imaginava que eles tivessem, ainda mais depois de ir lá comprar biscoito na fábrica e ver como funciona.

27.8.08

Seria maneiro estar lá?


Pra todo mundo que ficava bolado vendo o Cubo D´Água de Pequim pela TV - dêem uma olhada neste link do NY Times, mostrando a visão que um atleta de salto ornamental tinha do lugar no momento antes do mergulho. Tem junto o áudio de um dos americanos que competiram descrevendo sua sensação no lugar.

22.8.08

Recomendações

A primeira: tem Slackers este domingo no Odisséia. Quem é do Rio simplesmente não pode perder.

Na boa.

Na abertura, os intrépidos rapazes e meninas do Coquetel Acapulco (não, eu não sou mais um deles - mas eu recomendava antes e continuo recomendando, oras).

Dêem uma olhada em www.fotolog.com/coquetelacapulco pra ver os detalhes de hora e preços. Tem ingressos antecipados à venda.

E a outra é o Linha do Trem, blog do Rafael Salimena. Esse cara é bom!