22.2.15

Ínterim, o disco do guga_bruno, guitarrista do Lasciva Lula

O Lasciva Lula é uma das minhas bandas preferidas, e das que mais fui a shows - até o último, de despedida, no Teatro Odisseia, quando tocaram TODAS as músicas que gravaram em uma bela noite. Depois que pararam, fora umas sobras que a banda tinha guardadas e colocou pros fãs baixarem, o Felipe Schuery - guitarrista, vocalista e compositor da banda - ainda lançou um disco solo, já tem uns anos. E eis que agora descubro que o guitarrista guga_bruno tá com trabalho novo (na verdade, o segundo disco dele já).

20.2.15

Ouve aí: Jura

Mais uma gravada na aprazível Casa do André: desta vez é uma versão de música do Sinhô, que todo mundo conhece hoje em dia via Zeca Pagodinho.

25.1.15

De frente pro crime (Selvagem)

É fato que 2015 será um ano de grandes realizações pra mim. E, na pilha de produzir, fiz algo que tinha vontade há um bom tempo: comprei um equipamentozinho bem básico de home studio pra brincar.

10.8.13

Por que acontecem casos como o desta cínica eleição do presidente da CPI dos ônibus



Agora, na maior cara-de-pau, colocam para presidir a CPI dos ônibus um cara que não assinou o pedido pela CPI. Na verdade, dos 5 vereadores da CPI, 4 não assinaram. Tem gente lá, ocupando a Câmara de Vereadores, fazendo força para mudar isso. Apoio 100%, mas não sei qual a chance de conseguirem.

23.6.13

Tentando formar minha opinião: com ajustes, a tal PEC 37 parece uma gambiarra, mas que melhora a situação atual


Estive na Presidente Vargas na última sexta-feira e senti um incômodo difícil de explicar. Ao mesmo tempo em que sei pelo que protestaria e que sei da importância do povo ir pra rua mostrar que quer que as coisas mudem, eu tinha dificuldades de compreender o que exatamente estava sendo pedido e que direção aquilo estava tomando com tanta gente tentando puxar pra um lado ou pra outro - e aí não entendia bem se eu realmente devia ou não estar dando força praquilo ali, naquele momento. Quando a porrada estancou com a polícia perto da Prefeitura e eu comecei a sofrer com o gás e a correria, isso ficou bem mais palpável: por que mesmo eu estava encarando aquilo? Se é pra correr o risco de apanhar, seria bom ao menos saber o objetivo.

21.6.13

Tudo isso que aí está


O povo pediu por 20 centavos. Os 20 centavos vieram - mas em forma de cala-boca provisório, sem qualquer mudança real no sistema, e acompanhados da chantagem de que, para isso, dinheiro poderá ser tirado da saúde ou da educação.

20.6.13

Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar: agora, como ir além dos 20 centavos?


"Deu certo": por causa do aumento nas passagens de ônibus, o povo foi às ruas protestar com força pela primeira vez em muitos anos e os governantes voltaram atrás. Prefeitos de diversas cidades, inclusive as duas maiores do país, já decidiram retornar aos preços anteriores. Foi uma demonstração de força do povo e tomara que ele tome gosto pela coisa.

26.11.12

É pro povo participar, então?


Aconteceu há pouco tempo a audiência pública sobre o processo de licitação do Maracanã. Depois de jogar no lixo todo o investimento feito no estádio nas obras para o Pan e gastar mais de R$800 milhões de dinheiro público na sua reconstrução, o governo pretende entregá-lo à iniciativa privada. No edital, estão previstas a demolição dos estádios de atletismo e natação – muito utilizados no dia-a-dia -, do Museu do Índio e até mesmo de uma das melhores escolas públicas do Estado, tudo para abrir espaço para estacionamento e lojas com que o futuro concessionário vai faturar. Não foram chamados para discutir o modelo de concessão os maiores interessados no futuro do Maracanã: os torcedores e os clubes. Tudo foi preparado com base em um estudo de viabilidade econômica produzido exatamente pelo favorito a ficar com a administração (e os lucros) do complexo do Mário Filho pelas próximas décadas: Eike Batista.

24.10.12

Vueltas dan

Se não me engano, ouvi falar pela primeira vez do Alerta Pachuca pelo blog nunca mais atualizado de minha amiga Diana Gondim. Acho que ela tinha ido a Buenos Aires e visto eles tocando por lá. Achei legal e baixei alguma coisa na época.

23.10.12

"Não basta votar. Agora, é hora de cobrar e fiscalizar". Falar é fácil!


A época de eleições é, com certeza, aquela em que vemos mais gente engajada em conversas - pessoais ou virtuais - sobre política. Quando passa a votação, muitos alertam: "só votar não é o bastante, agora é hora de continuar participando e de fiscalizar". Está certo. Mas como fazer isso?

17.10.12

Nomes e carreiras

Lembro de um episódio de Seinfeld, da época em que eles terminavam sempre em trechos dele fazendo seu stand up, em que ele comentava como alguns nomes já traçavam o destino de um garoto. A mãe que chama seu filho de Jeeves, por exemplo, já estaria escolhendo para ele a carreira de motorista (acho que era motorista).

8.10.12

Não culpem o povo

Não sou comunista, nunca li Gramsci. Não sou militante do PSOL (embora nesta eleição tenha votado em Marcelo Freixo e na legenda do partido para vereador) e não tenho impressão nenhuma sobre o pessoal do partido que se elegeu em Niterói. Também não conheço a professora da UFF (e entusiasta do PSOL) Adriana Facina.

4.10.12

A quem pretende votar em Eduardo Paes


Entendo quem vai votar em Eduardo Paes. Paes foi um prefeito realizador. O bilhete único era promessa antiga e finalmente foi posto em prática, o primeiro BRT já está funcionando. E, como é do grupo do governador Sérgio Cabral, dá pra colocar no bolo as UPPs e as obras em andamento para levar o metrô até a Barra, por exemplo. Vêm aí Copa do Mundo e Olimpíadas, o dinheiro para obras é muito e fica a impressão de que há coisas saindo do papel. Além do mais, a comparação que fica é com o mandato anterior, terrível, de César Maia. Não estamos pior do que estávamos.

Como falei, entendo. E sei que sempre haverá maneiras diferentes de ver a mesma coisa, não existe dono da verdade. Mas gostaria que quem está seguindo este caminho se dê a chance de olhar por outro lado e pensar um pouco melhor – ainda que seja para, no final, não mudar de opinião.

* * * * * * * * *

A questão está na lógica que rege o tipo de política de Eduardo Paes – e ele é só mais um representante de algo bem maior -, que sempre vai fazer com que as coisas não aconteçam da melhor forma possível para todos. Não podemos nos acostumar com isso.

Por exemplo: há críticas à sua incrível coligação de 20 partidos, mas talvez muitos não entendam bem o que isso quer dizer. Os efeitos não se resumem a quase monopolizar o tempo do horário político; eles ficam pelo mandato inteiro. Esta união na base da geleia-geral é feita, óbvio, na base da troca de favores. Não existe convergência ideológica possível entre tanta gente tão diferente e assim são comprometidos verbas e cargos. Leiam este texto da veradora Andréa Gouveia, que não está tentando a reeleição e fez uma boa descrição de como funciona a nossa câmara de vereadores. No fim, a ideia é montar uma base tão larga que não só facilite a eleição, mas também possibilite ao Prefeito fazer depois o que bem quiser, sem qualquer oposição no legislativo.

Mas isso pode ser bom, pois facilita a “governabilidade” e possibilita que o Prefeito coloque seus projetos em prática. Certo?

Bem, acontece que Eduardo Paes tem, de longe, a campanha mais rica, algo que também é preciso entender o que significa. Na verdade, não há candidato no país que tenha recebido mais doações que ele - e 78% são ocultas, de gente que nem quer aparecer. Entre as que aparecem, estão somas consideráveis de construtoras; também sabemos que estão com ele empresas de ônibus. Ele diz que nunca conversou com seus doadores, e você pode tentar acreditar. Mas empresas como estas não são idealistas e pensam, é claro, em seus negócios. Vão querer determinados compromissos.

E é por isso, por exemplo, que Eduardo Paes promoveu em seu governo uma licitação de linhas de ônibus em que não se mexeu na lógica do sistema e, no final, todas continuaram nas mãos das mesmas empresas – apesar de ninguém nunca ter estado satisfeito com o serviço que vinha sendo prestado. Na verdade, a licitação permitia até que as próprias empresas definissem as propostas técnicas da operação, com a Prefeitura abrindo mão de exercer o planejamento urbano. E, hoje, o Tribunal de Contas do Município aponta irregularidades em quase todas as empresas vencedoras e vê indícios de formação de cartel. É o exemplo de conta de campanha que chega depois da eleição: é claro que os interesses privados destas empresas prevaleceram sobre os interesses públicos. E elas ganharam um contrato de 20 anos!

Assim como prevaleceram ao longo do governo os interesses privados de construtoras. Nos últimos quatro anos, os governos do Município e do Estado colocaram à venda diversos de seus terrenos para a construção civil. O batalhão da Polícia em Botafogo, por exemplo, perderá boa parte de seu terreno e, em seu lugar, devem subir novos prédios. Ao mesmo tempo, aprovou-se como nunca novas leis urbanas, todas elas autorizando prédios  cada vez maiores – é um estímulo a trocar construções antigas por outras mais novas e mais altas. Assim como na licitação dos ônibus, isso terá efeitos pelas próximas décadas. No trânsito, no meio ambiente, no mercado de imóveis.

Como se vê, a administração que é eleita com aquela forte ajuda de empresas acaba enxergando a cidade sempre do ponto de vista dos negócios – e não das pessoas.  Assim como a lógica dos negócios influenciou decisões no transporte e nas leis urbanas, também faz com que o governo privatize a gestão unidades de saúde públicas, fazendo com que entidades faturem com o dinheiro do Estado – e o Rio é hoje a capital brasileira com pior atendimento do SUS. Também faz com que projetos como o do Parque Olímpico removam moradores humildes, evitando que “atrapalhem” empreendimentos voltados para classes sociais mais altas.

Nada disso é decisão individual de Eduardo Paes; é a lógica da política atual. Mas é claro que quem a coloca em prática são políticos que não se prendem a convicções ideológicas e que têm facilidade para moldar seu discurso de acordo com as circunstâncias. O prefeito atual, por exemplo, atacou duramente a corrupção do governo Lula durante o escândalo do mensalão, afirmou que seu governo fez muito mal ao país e hoje fala orgulhoso do apoio do ex-presidente. Também já afirmou que César Maia foi o melhor prefeito que o Rio já teve, antes de começar a desdenhar da administração anterior:



Mas, além de falar sempre com desenvoltura sobre qualquer tema ou opinião, Eduardo Paes ainda conta bastante com o dinheiro que contrata os melhores profissionais para passar sua mensagem. Mesmo antes da campanha, ele já tinha consolidado sua imagem ao longo dos últimos anos usando o maior orçamento para publicidade que a Prefeitura do Rio já teve; de 2009 para 2010, por exemplo, o aumento foi de 4.400%. Não é surpresa, então, que ele tenha convencido tanta gente de que é a melhor opção e esteja perto de se reeleger em primeiro turno.

Para este tipo de coisa não continuar acontecendo, precisamos mudar as regras do jogo. Devemos passar da nossa atual democracia representativa – tocada por gente que não nos representa, devido a diversas distorções – para algum modelo de democracia participativa. Mas agora é o momento em que se escolhe quem vai, pelos próximos 4 anos, controlar o dinheiro de nossos impostos e tomar decisões que terão consequências por décadas.

A decisão está sendo tomada sem que a lógica da atual administração tenha sido realmente discutida, pela enorme diferença entre uma campanha e as demais. É importante que as pessoas possam ter, ao menos, a oportunidade de ouvir mais o outro lado, de maneira mais igual, para chegarem às suas conclusões.

Se você está decidido a votar em Eduardo Paes, eu só posso pedir que adie esta decisão. No primeiro turno, vote em qualquer outro – qualquer um, desde que não anule seu voto. Se dê a chance de pensar melhor, ouvindo mais argumentos, antes de resolver que quer mais 4 anos como os últimos. O segundo turno seria bom para todos. Inclusive os que, no final, decidirem que querem mesmo seguir como estamos.

1.12.08

Apresentando Don Robalo



O que vocês assistem aí em cima é um registro do primeiro ensaio gravado do Don Robalo, a nova banda em que estou tocando. Ainda falta um tanto para podermos apresentar nos palcos o que andamos preparando. Mas já dá pra mostrar alguma coisa.

Então, daqui pra frente, sugiro que vocês acompanhem o http://donrobalo.blogspot.com. Imagino que eu vá dar as caras por lá bem mais do que aqui. E podem ir seguindo também YouTube, Orkut, Fotolog e Twitter pra ver no que isso vai dar.